UNHA E
CARNE
Já
tivemos dias inteiros de conversas...
Lembra-te?
E um
infinito tempo de abraços e beijos.
Quantos
desejos!
Eram
todos saciados.
Gostávamos
de ficar bem grudados.
Como
unha e carne vivíamos.
Dizíamos.
Nada
vai nos separar.
Formávamos
um circuito fechado.
E foi
quebrado.
Tu? Eu?
Vamos
culpar a vida pela dor da ferida?
Aconteceu.
O amor
morreu?
Tem
dias em que me transfiro para o passado.
Para
tentar entender o que se passou entre nós.
Tem
dias em que eu volto para aquele tempo distante.
Vou sem
medo e sem armas.
A
guerra acabou.
Vou lá
simplesmente visitar o que nas lembranças restou.
E
custa-me voltar e aceitar que nossa história terminou.
sonia delsin

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