ÉS
PROMESSA DE PAPEL
cartas
cartas
jogadas
espalhadas
pelas
calçadas
promessas
de papel
iniquidades
embaixo
do céu
leio-as
coração
sangrando
amasso-as
amarroto-as
me
prometendo
vou
queimá-las todas
esquecer
exorcizar
em mim este amor
ainda
que muito me custe
vou
deitar meu olhar nas labaredas
à
medida que virem cinzas morrerá em mim o sentimento
e não
permitirei que outro nasça
nada...
nada
quero
que reste nada do que fomos
nada
mais e nada menos que nada
sonia delsin

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