terça-feira, 21 de maio de 2013



ÉS PROMESSA DE PAPEL

cartas
cartas
jogadas
espalhadas
pelas calçadas
promessas de papel
iniquidades
embaixo do céu


leio-as
coração sangrando
amasso-as
amarroto-as
me prometendo
vou queimá-las todas
esquecer
exorcizar em mim este amor
ainda que muito me custe
vou deitar meu olhar nas labaredas
à medida que virem cinzas morrerá em mim o sentimento
e não permitirei que outro nasça
nada... nada
quero que reste nada do que fomos
nada mais e nada menos que nada

sonia delsin 

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