NADA ESTRANHA
ela
chegou sorrateira
nada
estranha
ele a
conheceu a vida inteira
dona
morte quando chega não é de mandar avisar
ela
chega para levar
dona
morte quando chega deixa gente chorando
até que
o entendimento chegue
as
vezes demora-se para entender
que na
vida é muito natural o morrer
ele
está partindo
suas
leves asas o carregam para espaços outros
que não
compreendemos bem
ele é
livre agora
está
indo embora
sinto-o
subindo, subindo
com a
leveza de quem não tem mais amarras
as
correntes físicas não mais o seguram
sonia delsin
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