EFÊMERO
Descobri
nas dobras do tempo esquecido...
... um
sorriso teu.
Um doce
sorriso.
Quis
afagá-lo...
... mas
a efemeridade das coisas me confunde.
Teu
sorriso sobreviveu à tormenta do ontem.
Mas o
hoje...
Ah! O
hoje não me permite.
Não me
dá uma oportunidade de acariciá-lo.
Descobri
que os cemitérios realmente existem.
E tudo
virá pó.
Poeira
que o vento leva...
Leva...
Teu
sorriso é uma pequena miragem.
Ilusão
em um deserto.
sonia delsin
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