segunda-feira, 13 de maio de 2013




DE ANTEMÃO

Ele chorava no chão.
Chorava de antemão.
Colocava a mão no coração.
Ele chorava...
Chorava por coisas não acontecidas.
Criava feridas.
Eu dizia:
Deixa de preocupação.
Ele respondia.
Vai acontecer.
Eu retrucava.
Como pode saber?
De tudo ele reclamava.
Na vida graça não achava.
Eu dizia.
Um dia vai aprender.
Que pena!
Ele desperdiçava o viver.

sonia delsin  

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